sábado, 24 de março de 2007

John Lennon & Plastic Ono Band [1970]

O estúpido assassinato de John Lennon, em 08 de dezembro de 1980, será lembrado e comentado eternamente planeta afora, toda vez que dezembro chegar. Homenageá-lo comentando seu primeiro álbum solo, “John Lennon & Plastic Ono Band”, lançado logo após a traumática dissolução dos Beatles, é tão necessário quanto gratificante.

A gravação deste álbum começou depois do anúncio oficial da separação do quarteto inglês, decisão que já havia sido tomada por John meses antes de ser oficializada por Paul McCartney.

Um dos motivos que aceleraram a separação do quarteto, foi a extenuante tentativa de Lennon para integrar sua esposa Yoko Ono à banda - assunto sumariamente descartado pelo resto do grupo, que não suportava mais as estripulias do “gênio” e sua amada, detonando de vez o desgaste entre eles.

Porta-vozes da contracultura, o casal participou de inúmeras passeatas pela paz, protestos contra a guerra do Vietnã, contra a desigualdade social, nos países de terceiro, quarto, quinto, sexto e quantos mundos fossem necessários.

Pacificamente, música e poesia, eram as armas usadas para implantar a tão desejada “Revolution” pregada por Lennon e sua geração, simbolicamente resumida nas palavras; “Love & Piece”, pichadas nos muros, rabiscadas em cartazes e bandeiras que tremulavam pelas ruas, sacudindo e atraindo a atenção de toda a sociedade mundial.

Obviamente, estes episódios resultaram em confrontos inevitáveis com a polícia, gerando muitas prisões e quebra-paus homéricos que, por sua vez, geraram reuniões e debates urgentes entre os partidos e seus líderes governamentais que, através de óbvias necessidades, mudaram, atualizaram e extinguiram certas leis e conseqüentemente, valores arcaicos que existiam.

Paralelamente, o casal também participou da Terapia Primal do Dr. Arthur Janov, em Los Angeles, para Lennon se livrar dos seus traumas de infância (abandono, isolamento e morte).

“Plastic Ono Band” foi produzido por Phil Spector e participam, dentre outros, Ringo Starr, Billy Preston e Alan White, futuro membro do Yes. Recheado de ótimas canções como “Working Glass Hero”, “Love”, “Power To The People”, a poderosa “Mother”, na qual ele exorciza seus traumas, soltando seus instintos primais e sentimentos ocultos.

Na exuberante e melancólica “God”, Lennon afirma, “o sonho acabou”, não crê em mais nada, apenas em si próprio e em Yoko, citando uma considerável lista de dogmas milenares, mitos históricos e políticos, tais como Kennedy, Hitler, Buddha, Yoga, Mantra, Tarot, Jesus, Bíblia, Reis, Elvis, Zimmerman (Bob Dylan), até os Beatles. O sonho acabou mas, conduziu este grande gênio da música para a eternidade. Amém! [FONTE]


Faixas:

1. Mother
2. Hold On
3. I Found Out
4. Working Class Hero
5. Isolation
6. Remember
7. Love
8. Well Well Well
9. Look At Me
10. God
11. My Mummy's Dead


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.be cool.

3 comentários:

Luís disse...

faltou a senha, meu caro

Anônimo disse...

ler todo o blog, muito bom

Igor de Sousa disse...

Muito bom o blog, se quiser dá uma olhada no meu www.psicodelicletters.blogspot.com